Carta ao Pai Natal I - Mário Soares
Pai Natal! Acordei agora da sesta. Tive um sonho original. Conversei com a Maria e achamos que não é sonho, mas uma ideia genial! Já fui ministro, primeiro-ministro e duas vezes presidente deste país. Está na hora de mudar de ares, aceitar novos desafios!
Levar mais longe o nome de Portugal! Ou o meu nome... Como sempre quis. Como tu tenho já uma certa idade e no ventre a mesma proeminência. Decidi que para o ano quero ser o Pai Natal. Portanto... Olha pá, faz as malinhas, desocupa a Lapónia.Vou ser eu o Pai Natal. Tem lá paciência!
Pai Natal! Acordei agora da sesta. Tive um sonho original. Conversei com a Maria e achamos que não é sonho, mas uma ideia genial! Já fui ministro, primeiro-ministro e duas vezes presidente deste país. Está na hora de mudar de ares, aceitar novos desafios!
Levar mais longe o nome de Portugal! Ou o meu nome... Como sempre quis. Como tu tenho já uma certa idade e no ventre a mesma proeminência. Decidi que para o ano quero ser o Pai Natal. Portanto... Olha pá, faz as malinhas, desocupa a Lapónia.Vou ser eu o Pai Natal. Tem lá paciência!
Assina: Mário Soares· (Ex-deputado. Ex-Primeiro Ministro. Ex-Presidente da República.
Ex-Deputado Europeu. Futuro Pai Natal)
Carta ao Pai Natal II - Manuel Alegre
Pai Natal, quando voares nos céus da minha Pátria, quando aterrares as renas nas planícies do meu país, lembra-te desta carta, pedido singelo de um homem que só para a Pátria pede! Para si... nada quis. Se o nevoeiro que levou D. Sebastião te fizer perder o rumo e baralhar o norte, segue o cheiro a verde pinho! Ouve a minha trova no vento que passa e chegarás às chaminés do meu país! Pátria desafortunada. Sem euros. Má sorte. Numa das chaminés de Lisboa sentirás o odor e verás o fumo negro da traição! Que o teu trenó sobre ela paire.
Ex-Deputado Europeu. Futuro Pai Natal)
Carta ao Pai Natal II - Manuel Alegre
Pai Natal, quando voares nos céus da minha Pátria, quando aterrares as renas nas planícies do meu país, lembra-te desta carta, pedido singelo de um homem que só para a Pátria pede! Para si... nada quis. Se o nevoeiro que levou D. Sebastião te fizer perder o rumo e baralhar o norte, segue o cheiro a verde pinho! Ouve a minha trova no vento que passa e chegarás às chaminés do meu país! Pátria desafortunada. Sem euros. Má sorte. Numa das chaminés de Lisboa sentirás o odor e verás o fumo negro da traição! Que o teu trenó sobre ela paire.
Assina: Manuel Alegre
Carta ao Pai Natal III- Jerónimo de Sousa
Camarada,tu que és explorado pela entidade patronal,
durante a época do Natal! Usado como símbolo do capitalismo,
para fomentar o consumismo desenfreado, descontrolado,
que enriquece a burguesiae empobrece o proletariado, junta-te a nós no combate contra a guerra no Iraque, oferece Che Guevara's não ofereças Action Man's! Luta pela igualdade feminina, não dês Barbies mas Matrioshkas! Educa as crianças de hoje, comunistas amanhã!Substitui o Harry Potter pelo livro "O Capital"! Camarada,reivindica o teu direito a um transporte decente! Pára o trenó e as renas, que não é veículo de gente operária e trabalhadora, como tu, oh Pai Natal! Unidos venceremos o imperialismo e os reaccionários! Viva o Natal dos oprimidos! Viva o Natal dos operários!
Carta ao Pai Natal III- Jerónimo de Sousa
Camarada,tu que és explorado pela entidade patronal,
durante a época do Natal! Usado como símbolo do capitalismo,
para fomentar o consumismo desenfreado, descontrolado,
que enriquece a burguesiae empobrece o proletariado, junta-te a nós no combate contra a guerra no Iraque, oferece Che Guevara's não ofereças Action Man's! Luta pela igualdade feminina, não dês Barbies mas Matrioshkas! Educa as crianças de hoje, comunistas amanhã!Substitui o Harry Potter pelo livro "O Capital"! Camarada,reivindica o teu direito a um transporte decente! Pára o trenó e as renas, que não é veículo de gente operária e trabalhadora, como tu, oh Pai Natal! Unidos venceremos o imperialismo e os reaccionários! Viva o Natal dos oprimidos! Viva o Natal dos operários!
Assinado pelo candidato: Jerónimo de Sousa (Carta aprovada por unanimidade e braço no ar, pelo Comité Central do PCP)
Carta ao Pai Natal IV- Francisco Louçã
Isto não é uma carta! É um manifesto! Um protesto! Uma petição! Assinada por dezenas de intelectuais e outras pessoas que jamais se reviram numa festa obscena. Orgia de oferendas, dadas sem qualquer critério, e que perpetua uma tradição caduca, reaccionária, clerical, que tu representas, oh Pai do Natal. Com esta petição pretendemos que a data seja referendada - Não imposta, decretada por um estado economicista e liberal. E que seja celebrada quando um homem quiser! Não à roda da mesa da consoada, mas num portuguesíssimo arraial.
Isto não é uma carta! É um manifesto! Um protesto! Uma petição! Assinada por dezenas de intelectuais e outras pessoas que jamais se reviram numa festa obscena. Orgia de oferendas, dadas sem qualquer critério, e que perpetua uma tradição caduca, reaccionária, clerical, que tu representas, oh Pai do Natal. Com esta petição pretendemos que a data seja referendada - Não imposta, decretada por um estado economicista e liberal. E que seja celebrada quando um homem quiser! Não à roda da mesa da consoada, mas num portuguesíssimo arraial.
Assina: Francisco Louça

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